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Dilma lava as mãos sobre terceirização da mão de obra e o retrocesso da lei trabalhista

Dilma lava as mãos sobre terceirização da mão de obra e o retrocesso da lei trabalhista

O empenho de Dilma Rousseff para conter o avanço das mudanças na legislação trabalhista tem sido próximo de zero. A presidente não tem feito nenhuma mobilização ou articulação política para impedir o  retrocesso nos direitos do trabalhador.

Hoje, um em cada quatro trabalhadores brasileiros está empregado por meio do modelo de terceirização. são 12,7 milhões de pessoas contratados no país por uma empresa para prestar serviço em outra. Nessa condição, recebem um salário 30% menor do que alguém com carteira assinada, tendo assim menos benefícios.

O sociólogo Ruy Braga, professor da Universidade de São Paulo (USP)  faz um alerta: “Com as caraterísticas atuais do mercado, esse número de 12,7 milhões pode bater facilmente em 30 milhões num prazo de cinco anos”. O sociólogo estuda o tema da “precarização” do emprego assegura que “Em poucos anos com a nova lei, os terceirizados serão a maioria dos empregados no Brasil.”

Outro que faz uma análise bastante preocupante é Antônio Augusto de Queiroz, diretor do Departamento Intersindical de Assessoria Parlamentar (Diap), que questiona aspectos da lei. “O problema é que nada garante que o trabalhador com carteira assinada não será demitido num dia para ser contratado, em seguida, como terceirizado”.

Dilma se limita a demonstrar preocupação quando está em público: “A posição do governo é no sentido de que a terceirização não pode comprometer direitos dos trabalhadores. Nós não podemos desorganizar o mundo do trabalho [com essa lei]”, afirmou a presidenta, que permanece de braços cruzados nos bastidores.

A negligência de Dilma com os trabalhadores não é mais nenhuma novidade. Inclusive para os simpatizantes do PT. Afinal, partiu dela a iniciativa de tirar direitos consagrados dos trabalhadores, como o seguro desemprego, invalidez e pensão por morte. Direitos a que Dilma se referiu como “distorções”.

@muylaerte

 

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