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Uma democracia eficiente deve contemplar a remoção de um presidente ineficiente

Uma democracia eficiente deve contemplar a remoção de um presidente ineficiente

As mentiras de Dilma Rousseff não são bem uma novidade para aqueles que possuem o mínimo de zelo na hora de escolher seus candidatos. Logo que assumiu a casa civil, Dilma já deu uma pequena demonstração de seu apreço pela mentira. Na época, o site oficial da Casa Civil informava que a ministra Dilma Rousseff era “mestre em teoria econômica pela Universidade de Campinas (Unicamp) e doutoranda em economia monetária e financeira pela mesma universidade”, apesar de ela não ter concluído nem mestrado nem doutorado.

O jornal O Globo repercutiu o assunto afirmando que, com a revelação, a Casa Civil foi obrigada a mudar o texto nesta sexta duas vezes. A assessoria da Casa Civil admitiu que o site da Presidência da República informava erradamente que Dilma tem mestrado e é doutoranda. O diretor de registro acadêmico da Unicamp, Antônio Faggiani, confirmou que Dilma “nunca se matriculou em nenhum curso de mestrado na Unicamp”.

A mentira tem perna curta.

Em poucos meses de trabalho, Paulo Nogueira, auxiliar administrativo de uma empresa havia revolucionado o departamento pelo qual era responsável. Tanta competência acabou lhe rendendo uma indicação para ocupar o posto de gerente.  

No dia da reunião com o diretor, foi muito elogiado por seu desempenho, antes de ser informado sobre a promoção.

– Sua experiência anterior deve ter sido muito proveitosa para seus antigos patrões. Estou vendo aqui em seu currículo que você trabalhou com nosso concorrente. – observou o Sr. Augusto, diretor da empresa.

– Sim, foi uma experiência bastante enriquecedora – concordou o futuro gerente, um pouco embaraçado, enquanto o Sr. Augusto fazia ligação.

– Olá, Rogério! , Augusto Tudo bem? Estou te ligando para informar que estou promovendo um ex-funcionário seu para gerente aqui em minha empresa. – neste momento, Paulo ficou completamente embaraçado.

– Isso mesmo. O nome dele é Paulo Nogueira e trabalhou no seu departamento pessoal até outubro do ano passado…Como? Nunca teve um funcionário com este nome no departamento? Ah, me perdoe, deve ter havido algum engano… Sim, volto a te ligar… Grande abraço!

Paulo permaneceu calado enquanto o Sr. Augusto o observava bastante constrangido.

– Olha meu rapaz, eu não retiro que disse sobre sua competência e habilidade. Você realmente fez um ótimo trabalho nestes poucos meses, mas infelizmente eu não posso mantê-lo em nossos quadros. Afinal, você mentiu em benefício próprio para ocupar a vaga de outros candidatos. Moralmente, isso que você fez não é louvável. 

– Sinto muito, Sr. Augusto. Eu precisava muito deste emprego, mas o senhor tem razão. Deveria ter sido honesto durante o processo de seleção .

A situação da atual presidente é bem parecida com a sugerida pelo texto acima. Dilma mentiu para a população durante sua campanha Dilma trapaceou. Dilma concordou em fazer o jogo sujo do marqueteiro João Santana e apelou para o vale tudo para se reeleger.

O problema é que, ao contrário da personagem do texto, Dilma não é competente, não conseguiu por ordem na economia do país e não possui humildade para reconhecer que mentiu deliberadamente durante a campanha.

Hoje se sabe que várias medidas adotadas de “surpresa” logo após ter sido eleita, na verdade já estavam em estudos desde meados do ano passado.  Enquanto prometia o contrário à população,

Dilma já tinha pleno conhecimento de projetos como a paralisação do programa Mina casa, mina vida, alterações nas leis trabalhistas, pensões por morte, seguro desemprego, privatização da Caixa Econômica, aplicação das bandeiras tarifárias na conta de energia, aumento de juros, aumento do preço do diesel e da gasolina, entre outras medidas que havia se comprometido com o povo em não mexer.

O povo brasileiro é capaz de perdoar equívocos, recuos e até mesmos os  erros de uma pessoa. Como diz o ditado, errar é humano, mas mentir é imperdoável.

Uma democracia eficiente deve contemplar a remoção de um presidente ineficiente, independente de ter ou não cometido algum crime. Sacrificar um país inteiro durante quatro anos em nome de regras obsoletas pode não ser o mais adequado neste ou em qualquer outro momento.

@muylaerte

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