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Após bater o pé, Dilma, agora mais fragilizada, pede estudo sobre corte de ministérios

Após bater o pé, Dilma, agora mais fragilizada, pede estudo sobre corte de ministérios

Ao que tudo indica, não adiantou falar groso e fechar questão sobre o corte nos ministérios. Mais uma vez, Dilma irá ceder. Cedo ou tarde. Terá de enfrentar a ira de partidários e dos segmentos sociais interessados nas pastas.

Preocupados com a repercussão de seus nomes na lista de investigados na Operação Lava Jato, O Eduardo Cunha (PMDB-RJ), e do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL),  fizeram bastante pressão para que o governo reduza o número de ministérios e “corte na própria carne”. Após dar sua palavra “final” diversas vezes sobre o assunto, a presidente Dilma Rousseff finalmente encomendou estudo à Casa Civil para que verifique a possibilidade de redução ou extinção de pastas. Hoje, o primeiro escalão do governo conta com 39 cargos com status de ministro.

Entre os ministérios que poderão ser atingidos estão os da Pesca e o Gabinete de Segurança Institucional (GSI), além de secretarias com status de ministério, como Assuntos Estratégicos, Direitos Humanos, Mulheres e Políticas de Promoção da Igualdade Racial. Todos esses órgãos foram criados ou passaram a ter ministros no comando durante o governo Luiz Inácio Lula da Silva, à exceção do GSI, órgão que substituiu a Casa Militar.

O governo atua sob constante bombardeio, em decorrência das manifestações de 15 de março e novas programações para o dia 12 de abril, que fizeram despencar a popularidade da presidente. O entendimento é que o corte de ministérios serviria para emitir um sinal de austeridade fiscal. Quando o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso deixou o Planalto, existiam 26 ministérios.

A Casa Civil diz oficialmente que não há demanda de Dilma sobre a redução do ministério. Em entrevista na quarta-feira, 25, à noite, o chefe da Casa Civil, Aloizio Mercadante, criticou a proposta de diminuir o primeiro escalão. Ultimamente, nem Dilma nem Mercadante estão mandando em mais nada no governo.

@muylaerte

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