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Após aparecer na Lava Jato, Collor usa o cargo para “desacreditar” o Ministério Público

Após aparecer na Lava Jato, Collor usa o cargo para “desacreditar” o Ministério Público

O ex-presidente e atual senador Fernando Collor de Melo (PTB-AL) está indócil desde que passou a ser investigado na Operação Lava-Jato. Como forma de retaliação, o senador protocolou  dois pedidos para que o Ministério Público envie informações ao Senado.

Suas investidas são bastante claras. Num dos requerimentos, o senador pede acesso aos nomes dos membros do Ministério Púbico que não residem no Distrito Federal. No outro, solicita uma relação dos gastos com passagens e diárias do órgão desde 2011.

A repentina sede pela transparência no órgão surgiu desde que o procurador-geral da República, Rodrigo Janot, divulgou que ele seria investigado com um dos políticos beneficiados pelo esquema de pagamento de propinas na Petrobras. Inconformado, Collor tem feito reiteradas críticas ao órgão.

Nos requerimentos protocolados, o senador sequer apresentou uma justificativa para os pedidos. Não precisa ser nenhum gênio para entender que a a iniciativa foi entendida como mais um passo na batalha que ele tem travado com o Poder Judiciário.

Em discurso na tribuna do Senado essa semana, Collor acusou Janot de não ter “estatura moral” para estar no cargo e atuar como “justiceiro”. Ele também questionou o “empoderamento” que o Ministério Público vem sofrendo nas últimas décadas, chamou os procuradores de “grupelho” e acusou o órgão de querer se “tornar um Poder acima dos Poderes”.

Pelo visto, o senador está com receio de perder outro cargo  em virtude de novo esquemas de corrupção.

@muylaerte

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