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Como o PT iludiu o povo com o pré-sal para realizar o maior assalto aos cofres públicos da história

Como o PT iludiu o povo com o pré-sal para realizar o maior assalto aos cofres públicos da história

Somente um plano muito ambicioso poderia propiciar desvios tão gigantescos quanto os descobertos nas investigações da Operação Lava Jato. Embora mais tímida, a sangria na empresa sempre existiu. A farra mesmo começou após o aparelhamento da empresa, iniciado em 2003 pelo governo Lula.

De acordo com o empresário Cristiano Kok, presidente do conselho de administração da empreiteira Engevix, “políticos aparelharam a Petrobras com gestores incompetentes, para obter vantagens pessoais ou para seus partidos”.

O próprio Lula esclareceu que o espetacular aumento nos desvios na estatal foi fruto do aumento vertiginoso dos investimentos da Petrobras em seu governo.

Se você tem um rato na sua casa que rouba um pedacinho de queijo, imagina se você coloca um queijo inteiro? – indagou Lula durante encontro na ABI no Rio, quando mandou que seus militantes agredissem manifestantes pró-Petrobras.

O plano de investimentos anunciado para o período de 2008-2012 era de cerca de U$ 90 bilhões. A soma astronômica chamou a atenção de analistas internacionais. Entre eles, o banco suíço Credit Suisse, que ainda em 2008 elaborou um cenário hipotético sob a forma de alerta para a direção da estatal. O banco sugeria que para a empresa gastar os US$ 22,8 bilhões previstos anualmente, ela deveria operar com petróleo em torno de US$ 60 o barril. Qualquer coisa abaixo deste valor, seria suicídio.

A direção da empresa não apenas ignorou o alerta, como avançou ainda nos gastos, colocando vários queijos inteiros no jogo.Em 2009, o então presidente da Petrobras, José Sergio Gabrielli, anunciou investimento de US$ 174 bilhões para o período até o ano de 2013. Aquela já era o maior investimento anunciado na história da humanidade.

Diante de cifras tão astronômicas, fica evidente que o PT usou o Pré sal para iludir o povo e justificar gastos completamente fora da realidade do Brasil, pois logo no ano seguinte, o presidente da Petrobrás anunciou de forma teatral o ambicioso plano de investimento da estatal, de 2010 a 214 de US$ 224 bilhões. “Isso equivale a R$ 1,6 mil por segundo, em 365 dias”, mensurou um ensandecido Gabrielli, completamente desconectado da realidade.

Ano passado, pouco antes da explosão de escândalos expostos pela Operação Lava Jato, O Conselho de Administração da Petrobras havia aprovado o Plano de Negócios e Gestão da empresa ainda mais ambicioso para o período 2014-2018 e o Plano Estratégico Petrobras. O Plano de Negócios fixava para o período 2014-2018 investimentos de US$ 220,6 bilhões.

Pouco antes de ser substituída, ex-presidente da Petrobras admitiu, como muita relutância, prejuízo como decorrente da corrupção na Petrobras na ordem R$ 89 bilhões.

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Dilma ocupou a presidência do Conselho de Administração da Petrobras de 2003 ate 2010. Dilma tinha acesso total a todos os dados da empresa. Dilma indicou Graças Silva Foster como presidente da Petrobras, em substituição a José Sergio Gabrielli de Azevedo, com quem tinha convívio quase que diário.

Dilma era amiga de Paulo Roberto Costa, que assumiu que o dinheiro desviado tinha como destino os cofres do PT e serviram para financiar as campanhas de Dilma.

A questão é que todo este dinheiro não saiu dos cofres da Petrobras, mas sim do bolso do trabalhador. Dinheiro fruto do trabalho suado de milhões de brasileiros que pagam seus impostos e ainda pagam a gasolina mais cara do mundo.

O problema maior é que diante de tantos fatos e evidências, ainda existem pessoas que relutam em admitir que há algo realmente muito grave ocorrendo no país há doze anos. O governo pode até ter alguma habilidade em influenciar seus militantes, mas em matemática não há como fantasiar. O dinheiro roubado forçou cortes em investimentos na saúde, segurança e educação. Talvez, quando um simpatizante do PT tiver que levar a mãe numa emergência do SUS se dê conta que a conta não está batendo.

@muylaerte

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