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José Dirceu se desespera e entra com mandado de segurança contra quebra de sigilo

José Dirceu se desespera e entra com mandado de segurança contra quebra de sigilo

Ao que tudo indica, o risco de ser novamente preso tirou de vez o sossego do ex-ministro José Dirceu, que acaba de entrar com mandado de segurança contra quebra de seu sigilo bancário e fiscal.

Com o objetivo de se “antecipar” à justiça, o ex-ministro tomou a incrível iniciativa de prestar contas através de seu Blog.

Segundo a nota, “A JD (José Dirceu) Assessoria e Consultoria atuou de 2006 a 2014 prestando assessoria a empresas brasileiras e estrangeiras com foco, sobretudo, em prospecção de negócios no exterior. Foram atendidos cerca de 60 clientes de quase 20 setores diferentes da economia, como Indústrias de bens de consumo, Telecom, Comércio Exterior, Logística, Tecnologia da Informação, Comunicações e Construção Civil”.

Parecendo confuso, Dirceu prossegue argumentando sobre as coincidências nas suas relações com as empreiteiras investigadas: “A relação comercial da JD com as construtoras investigadas não tem qualquer vínculo com os contratos das empreiteiras com a Petrobras”.

Em sua justificativa, Dirceu prossegue demonstrando toda sua indignação: “Independentemente de não ter nada a temer em relação à transparência da atuação da JD Assessoria e Consultoria, a empresa e seus sócios não podem aceitar a decisão da Justiça de quebra de seus sigilos fiscal e bancário sem respaldo legal. O levantamento do sigilo sobre os autos só torna a decisão de quebra ainda mais grave”.

No artigo, (Veja aqui) Dirceu ainda elenca outros dispositivos “legais” com o objetivo de contestar a decisão da juíza Gabriela Hardt de autorizar a quebra dos sigilos fiscal e bancário de sua consultoria e seus sócios.

Os precedentes

Nesta manhã, o ex-presidente da Engevix, Gerson Almada, ex-presidente da Engevix, falou em audiência em audiência realizada na Justiça Federal em Curitiba, onde detalhou ao juiz Sergio Moro o funcionamento do “clube” de empreiteiras.

Almada confirmou que chegou a pagar ao ex-ministro José Dirceu valores entre R$ 500 mil e R$ 1 milhão por serviços de consultoria. Os pagamentos, segundo Almada, foram feitos à empresa JD Consultoria para prospecção de negócios no Peru e em Cuba.

Segundo o ex-presidente da Engevix, o trabalho de Dirceu seria apresentar a Engevix para investidores destes países. No entanto, nenhum negócio foi fechado, de forma que Dirceu deixou de receber comissões sobre possíveis contratos que seriam fechados.

O confuso e impreciso relato de Almada levou o Juiz Sérgio Moro a levantar o sigilo sobre as investigações da JD Consultoria.

“A licitude desses pagamentos está em apuração. Qualquer conclusão é prematura”, afirmou o juiz.

@muylaerte

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