Política

Pacto pela governabilidade significa manutenção dos corruptos no poder

Pacto pela governabilidade significa manutenção dos corruptos no poder

Muitos ainda não se deram conta de que a democracia brasileira enfrenta nos dias de hoje alguns de seus maiores desafios. O problema é que, ao invés eliminar os riscos e buscar fortalecê-la, grupos organizados tentam remediar situações que a fragilizam cada dia um pouco mais. Estes grupos são formados pelos poderes executivo, legislativo, judiciário, meios de comunicação e o mercado.

Há mais de uma década, o governo e o congresso foram ocupados pela pior geração de políticos de toda a história da república. Classificados como organizações criminosas por juízes, partidos como o PT desenvolveram  métodos artificiais de sustentação no poder através do programas de fidelidade dos eleitores mais vulneráveis. Um modelo similar ao do traficante do morro, que vez por outra, em troca de simpatia, garante uma sesta básica à algumas famílias.

Por outro lado, o governo investe bilhões em publicidade e entrega, através do marketing, ao público uma imagem distorcida do Brasil real. A facilidade com que subverteram os conceitos de governo favoreceu o alastramento da corrupção no congresso, no senado e nos ministérios. Desde a chegada do PT ao poder, os políticos descobriram como é simples roubar e permanecerem impunes.

A adoção de práticas desonestas da gestão pública contaminou também as empresas privadas, que passaram a lançar mãos de métodos eficazes para lesar seus clientes. Bancos, prestadoras de serviços, comércio e indústria adotam medidas desleais que aumentam os lucros de forma significativa. Má prestação de serviços, cobranças de taxas abusivas ou sem consentimento prévio e queda na qualidade e quantidade de produtos comercializados.

Tudo isso só foi possível graças ao aumento exponencial da corrupção no país, que favorece a compra de simpatia de políticos e a consequente garantia de impunidade. Aos poucos, todas as instituições vão sendo corrompidas. Desta forma, na defesa de interesses mútuos,  grupos econômicos tendem a garantir a manutenção dos interesses de grupos políticos e vice versa.

Quanto mais se fortalecem, mais estes grupos avançam no projeto de enfraquecer a vontade popular. Usam a democracia para construir sua própria democracia, onde conseguem cada vez mais, e com maior eficiência, atingirem seus objetivos em detrimento dos interesses do povo.

Os benefícios comerciais concedidos à aliados do governo, como bancos, empreiteiras, meios de comunicação e outros setores amigos cresceram tanto que devem superar os investimentos em saúde, segurança e educação.

Do mensalão ao petrolão, o agravamento desta situação criada pelo governo acabou despertando a indignação de parte significativa da população com os desmandos que estão em curso no país.

Após a descoberta de uma gigantesca rede de corrupção envolvendo centenas de políticos e empresas, ficou claro para todos que o sistema político brasileiro está completamente comprometido com a causa própria.

A imprensa começou a exaltar as "qualidades" de Dilma após a indicação de Dias Toffoli, ex-advogado do PT, para julgar Operação Lava Jato

A imprensa começou a exaltar as “qualidades” de Dilma após a indicação de Dias Toffoli, ex-advogado do PT, para julgar Operação Lava Jato

As evidências descobertas pela Operação Lava Jato revelaram o envolvimento dos partidos que dão sustentação ao governo, da Presidente Dilma Roussef, do presidente do Senado, Renan Calheiros, do presidente da Câmara dos deputados, Eduardo Cunha, além de senadores, deputados federais, ministros, tesoureiros de partidos, diretores da Petrobras e empreiteiras.

As pessoas que governam o país se elegeram com dinheiro roubado do povo. Quem administra os recursos públicos são pessoas que roubaram ou se beneficiaram do roubo, como é o cado de Dilma, que teve parte da campanha financiada por dinheiro desviado da Petrobras.

Os desvios de bilhões de reais dos cofres públicos serviram para financiar não apenas as campanhas, mas também para sustentar militantes de partidos e assegurar a permanência duradoura dos corruptos no poder. Todo este dinheiro desapareceu e a justiça permanece calada quanto ao seu destino ou quando, onde, como e por quem deveria ser devolvido ao povo.

Apenas as pequenas comissões dos operadores que concordaram em fazer a delação premiada estão sendo repatriadas ou devolvidas aos cofres públicos. A justiça se cala sobre o grosso do dinheiro consumido pelos partidos e empresas.

Os grupos organizados que permitiram e se beneficiaram de todo este esquema aparecem agora com a brilhante proposta de promoverem um “Pacto pela Governabilidade” em nome da democracia. Da democracia deles.

Este famigerado pacto significa permitir que a maior geração de corruptos que já ocupou os gabinetes do Palácio do Planalto, da Explanada dos Ministérios, do Senado e do congresso permaneçam exatamente onde estão hoje.

São pessoas inescrupulosas que enchem a boca para falar em democracia. Estão tentando desestimular a vontade popular. Estão tentando eliminar o desejo do povo de lutar pelo fortalecimento da democracia no Brasil. Estão tentando impor a continuidade de um regime que só interessa à eles. Sem nenhum constrangimento, Empresas como a Rede Globo e grande jornais tentam favorecer a imagem de Dilma, assim como juízes do STF, políticos corruptos e empresários que estão levando vantagem sobre a atual situação do pais.

Eles querem subverter o conceito que reza que a democracia baseia-se em princípios fundamentais e não em práticas uniformes. Eles querem que os cidadãos se esqueçam que numa democracia. o povo não têm apenas direitos, têm o dever de participar no sistema político, que por sua vez, tem o dever de preservar os direitos e a liberdade do cidadão de exigir mudanças.

Eles querem calar o povo. Eles querem que o povo acredite que não há nada que possam fazer. Querem um povo submisso. São os poderosos e querem que o povo acredite que estão acima de todos. Isso não é verdade. Na democracia, é o povo quem detém o poder soberano sobre o poder legislativo e o executivo. O povo tem o direito de exigir justiça. O povo tem o direito de mudar de canal. O povo tem o direito de boicotar empresas.

O povo não representa o sexto poder nesta equação. O povo representa o poder absoluto e isolado dos interesses dos demais grupos organizados.

O povo representa o contrapeso que deve buscar o equilíbrio entre os interesses dos grupos organizados e os interesses da população. Embora os poderes constituídos tentem de todas as formas minimizar o peso do poder do povo, o fato é que aumenta a cada dia o número de pessoas que não se permitem manipular neste sentido. Elas querem acreditar que são capazes de fazer a diferença. De fato são. E é justamente isto que tem assustado as elites governantes, que tentam agora contornar o desejo do povo por mudanças.

Embora a força do povo não seja canalizada por nenhuma instituição formal, ela é mais poderosa que muitos imaginam. Quando reunida, ela é forte o suficiente para exigir mudanças capazes de sustentar uma democracia. A força o povo se revela quando indivíduos isolados passam a compartilhar as mesmas convicções. Logo que este aglomerado eclético e caótico  se ergue, se agrupa e se organiza de forma objetiva, as elites tremem.

Quando a diversidade consegue expressar sua insatisfação em bloco, os grupos organizados entendem que não são fortes o suficiente para conter a força do povo. A luta pelo fortalecimento da democracia está nas mãos do povo, que não deve abrir mão deste direito. Deste dever.

@muylaerte

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