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Marina se posiciona a favor da permanência dos corruptos no poder

Marina se posiciona a favor da permanência dos corruptos no poder

Após um longo e constrangedor silêncio diante de uma das maiores crises do corrupção no país, Marina Silva finalmente se pronunciou sobre os recentes desafios impostos à democracia.

O nome de seu artigo já diz tudo: “Silêncio se faz para ouvir”, onde defende um “prazo inicial” ao governo recém eleito. Fosse o caso de um primeiro mandato de Dilma, o argumento de Marina até que faria algum sentido.

Pota voz de Lula

Marina se demonstrou contrária ao movimento pró-impeachment da presidente Dilma: “Muita gente vai para as ruas protestar. Há uma campanha pedindo o impeachment da presidente que foi eleita há poucos meses. Compreendo a indignação e a revolta, mas não acredito que essa seja a solução. Talvez o resultado não seja o pretendido retorno à ordem, mas um aprofundamento do caos”

Oportunista, Marina ainda tenta se promover diante dos fatos relacionados à crise econômica, ao aumento da criminalidade e as mudanças nas condições climáticas.

“A mudança na equipe econômica parece ser insuficiente para dar ao governo a credibilidade necessária à condução da economia. A imagem da situação social é a dos tanques na rua, na Favela da Maré. A enchente gigantesca no Norte e a seca rigorosa no Sudeste denunciam a irresponsabilidade com a agenda ambiental e a falta de planejamento na produção de energia e no saneamento”, afirmou Marina.

Sem perceber suas contradições, Marina acaba realçando alguns dos aspectos do estelionato eleitoral que levam parte da população à pedir o impeachment da presidente Dilma.

De acordo com ela, a corrupção revela-se generalizada como um câncer que se espalhou por todos os órgãos. “Quantos minutos na televisão serão necessários para fazer as pessoas voltarem a acreditar no mundo cor-de-rosa que os ‘pessimistas’ queriam destruir?”, questionou, fazendo referência ao discurso de campanha da presidente Dilma negando que promoveria arrocho na economia e perda de conquistas trabalhistas.

A postura de Marina Silva é bastante questionável, vinda de uma pessoa que há poucos meses postulava governar o país. Assim como Lula, Marina também teve uma postura diferente em relação ao impeachment do Collor. Hoje, apesar de reconhecer que o PT promoveu a corrupção generalizada em todos os órgãos públicos, a ex-candidata faz coro com os que defendem a manutenção do atual estado de coisas.

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