Artigos

Lula: Fizemos o que eles não fizeram 500 anos" – Quebramos o país

Lula: Fizemos o que eles não fizeram 500 anos" – Quebramos o país

“Precisamos saber de cor e salteado o que fizemos nestes 12 anos e comparar com o que eles fizeram em 500 anos”. Este é apenas mais  uma variação do “nós e eles”, uma polarização que Lula gosta de repetir.

Lula sempre recorre à este tipo de polarização em seus discursos. “eles roubam e saqueiam o Brasil há mais de 500 anos” é um outro exemplo bastante frequente em suas falas.

Este tipo de argumento é também bastante comum no meio criminoso ou por pessoas de má índole. O ladrão vê qualquer pessoa bem sucedida como um “filhinho de papai” que merce ser assaltado. O desonesto acusa qualquer pessoa que o conteste de “falso moralista”.

Lula usa o mesmo tipo de generalização para atrair a simpatia de pessoas acomodadas, derrotadas ou desonestas. Ele é o herói do “Nós e Eles”. Lula se aproveita da percepção de que sempre houve corrupção no Brasil para acusar a todos seus antecessores de ladrões, inclusive José Sarney, Paulo Maluf e Fernando Collor, seus aliados nos dias de hoje. Um estranho fenômeno onde “eles” viram “nós”

Ocorre que entre os “eles” de Lula, não estão apenas políticos, mas empresários que geram milhões de empregos no país. Estão os desbravadores que abandonaram seus países de origem em busca oportunidades aqui. Pessoas que provavelmente cometeram algum erro na vida. Defender estas pessoas, na visão da turma do PT, significa ser um falso moralista.

Alguém precisa lembrar ao Lula que foram os “eles” quem construíram o país. Apesar de seus “supostos” deslizes, foram eles quem construíram as rodovias, ferrovias, pontes, portos, aeroportos e praticamente toda a infraestrutura que viabiliza o Brasil de hoje.

Foram “eles” quem construíram as cidades do Brasil, com seus hospitais, escolas e universidades.

Para citar alguns “deles”, vejam o exemplo de Dom Pedro II, que assinou o Decreto nº 2.723, que fundou a Caixa Econômica Federal em 12 de janeiro de 1861. Desde então, a CAIXA vem cumprindo um importante papel social. A mesma CAIXA que o Dilma e Lula pretendem privatizar.

Foram “eles” homens como Juscelino Kubitschek de Oliveira (1956-1961), que tinha como slogan de campanha “50 anos em 5”, Focado para o desenvolvimento econômico e a política de industrialização. Expandiu-se a infra-estrutura de rodovias, ferrovias e portos, energia elétrica, armazéns e silos.

Demonstrou sensibilidade com o sofrimento do povo do nordeste ao criar Superintendência do Desenvolvimento do Nordeste (Sudene) e promoveu a interiorização, através de uma rede de estradas e da mudança da capital para Brasília, e iniciou a fase de implantação de industrias de bens de consumo duráveis e de bens de produção. Instalaram-se as industrias automobilísticas, de eletrodomésticos, de construção naval, de mecânica pesada, de cimento, de papel e de celulose.

Entre “eles” está ainda Eurico Gaspar Dutra (1946-1951), que propôs a elaboração de um Estatuto do petróleo e construiu as primeiras refinarias do país, realizou a companhia Hidrelétrica do São Francisco, a ativação da usina de Paulo Afonso, a ligação rodoviária de São Paulo com o Rio de Janeiro, e também encampou em 1950 a estrada de ferro Leopoldina, procedeu o recenseamento geral do país, realizou em Petrópolis, a Conferencia Interamericana, de repercussão continental, determinou o fechamento de todos os cassinos e a proibição do jogo em todo o território nacional e elaborou a Constituição de 1946.

Ao se referir à “eles” que roubam o Brasil há mais de 500 anos, segundo Lula, não podemos esquecer de Getulio Dorneles Vargas (1930-1945/1951-1954) que governou o país na ditadura e na democracia, e foi reconhecido como o “pai dos pobres”.

Vargas foi responsável por transformar um país oligárquico em uma democracia emergente, onde os primeiros passos de seu governo foram o combate a corrupção administrativa, a reforma do ensino e a ampliação das leis trabalhistas.

Criou os ministérios da educação e Saúde. Estabeleceu o voto feminino, o voto secreto, a representação proporcional dos partidos, a justiça eleitoral e a representação classista, eleita pelos sindicatos.

Criou ainda a Justiça do Trabalho. Por intermédio do imposto sindical, instituiu o salário mínimo e criou uma legislação trabalhista capaz de ajustar a mão-de-obra egressa do meio rural às condições do trabalho urbano.

Vargas tornou possível o controle sindical e a neutralização política do proletariado nascente, a expansão dos empreendimentos capitalistas, gerando uma economia em franco processo de industrialização.

Vargas aucançou auto suficiência no setor de aço, quando, Em 1940, iniciou projetos da instalação de uma siderúrgica de capital integralmente nacional e prioritariamente publico. Instalada no município de Volta Redonda RJ, a companhia Siderúrgica Nacional (CSN) entrou em operação em 1946, em seu segundo governo Vargas criou a Petrobras em 1953, propôs a elevação de 100% do salário mínimo, o que representava um ganho real para o trabalhador e criou a Eletrobras em 1954.

Sem demonstrar nenhum respeito com todos “Aqueles” homens e mulheres que fizeram do sacrifício um exercício diário na construção do Brasil ao longo dos últimos 500 anos, Lula abusa da soberba ao afirmar ser melhor que “eles”.

Agora, Lula e o PT destroem boa parte daquilo que foi construído por aqueles que tenta desmerecer, como a indústria siderúrgica que está falindo em todo o país por conta do alto custo da energia. O PT de Lula e Dilma também querem destruir as Leis trabalhistas, com a limitação e cassação de direitos sagrados do trabalhador. O PT de Lula e Dilma já fecharam 243 hospitais no Brasil e conseguiram levar para Brasília a maior geração de corruptos de toda a história deste país. Por fim, a ganância do PT de Lula e Dilma estão também destruindo a Petrobras criada por mais um daqueles que Lula tenta parecer melhor.

Trata-se do verdadeiro complexo de vagabundo, aquele que está sempre de olho naquilo que os outros construíram. O vagabundo, quando coloca as mãos sobre algo que não foi fruto de seu esforço, usa, abusa e destrói. A generalização de Lula vem da inveja, do ódio e da falta humildade em reconhecer o mérito alheio. Coisa de vagabundo.

A turma do “nós” de Lula e composta apenas por heróis do povo. Gente como José Dirceu, João Vaccari Neto e outros criminosos condenados ou investigados pela justiça por roubarem o país como se o mundo fosse acabar amanhã.

Portanto, quando Lula se referir à “nós”, tenha cuidado, pois ele está querendo dizer que você também faz parte de sua turma e com isso se sentir autorizado a continuar destruindo o país.

@muylaerte

Artigos

More in Artigos

Informação com independência editorial.

Copyright © 2016 Dominio do Fato