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Artur da Távola: saudade que não passa

Artur da Távola: saudade que não passa

Coincidências não existem, mas me parece intervenção divina o retorno ao noticiário – a essa altura do campeonato – de Paulo Alberto Monteiro de Barros, o saudoso Artur da Távola, que teve a ética e a dignidade como forças motrizes de sua passagem pelo planeta terra. Jornalista, escritor, poeta, político, um dos fundadores do PSDB, Paulo Alberto foi um querido amigo e um mestre a quem muito devo. Fiquei danada da vida porque confundi as datas e não fui, como prometera a sua viúva Mirian Ripper, ao lançamento do seu livro de poesias “O Jugo das Palavras”, que reuniu artistas e intelectuais na Travessa do Leblon, na última segunda-feira, em homenagem mais do que merecida.

Paulo Alberto ao microfone da Rádio SenadoPaulo Alberto ao microfone da Rádio Senado

Neste nosso tempo de celebridades instantâneas, muitas das quais somos incapazes de lembrar o nome dois meses depois da última aparição na novela da hora, chamou a atenção a qualidade do elenco que prestigiou o lançamento. Nomes raros no badalo como Claudia Abreu, Júlia Lemmertz, Malu Mader, Bel Kutner, Cacá Diegues, Carlos Vereza. Pesos pesados. Explica-se. Artur da Távola foi o primeiro grande crítico de televisão deste país. Escrevia com poesia, mas sem perder o olhar crítico. Suas crônicas eram deliciosas, suas críticas, respeitadíssimas.

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