Negócios

Petróleo cai U$1,45 e fecha em U$93,69 o barril em Nova York

Petróleo cai U$1,45 e fecha em U$93,69 o barril em Nova York

Os preços dos contratos futuros de petróleo voltaram a fechar com perdas nesta sexta-feira em Nova York, depois de registrar, no dia anterior, a pior queda desde novembro, em um mercado influenciado pela incerteza em relação ao rumo da política monetária nos Estados Unidos.

O barril de “light sweet crude” (WTI) para entrega em agosto, em seu primeiro dia como valor de referência, caiu 1,45 dólar, a 93,69 dólares, no New York Mercantile Exchange (Nymex).

Em Londres, o barril de Brent do mar do Norte com entrega em agosto caiu 1,24 dólares a 100,91 dólares no Intercontinental Exchange (ICE).

Nos últimos dias, a cotação do petróleo, que registrou fortes lucros desde o começo do mês, perdeu mais de 4,5 dólares em Nova York.

“Os preços caíram devido às preocupações relacionadas à redução das injeções de liquidez anunciada pelo Federal Reserve e as altas dos rendimentos dos mercados de bônus”, comentou Andy Lipow, da Lipow Oil Associates.

O programa de estímulo da Fed, que afirma a compra de bônus por 85 bilhões de dólares nos mercados a cada mês, favoreceu nos últimos meses as compras de matérias-primas.

A política flexível do Fed mantém as taxas de juros em um mínimo, além de se fortalecer o apetite pelo risco nos mercados, e de desvalorizar o dólar, o que torna mais barato as compras de ativos cotados nessa moeda.

O aumento das taxas de juros “torna mais caro pedir emprestado para financiar os investimentos em contratos a termo de petróleo, o que poderia afetar de forma sustentável a demanda”, explicou Andy Lipow.

“O mercado do petróleo foi contaminado pela onda de nervosismo que domina os mercados financeiros mundiais”, disse John Kilduff, da Again Capital.

Este panorama se soma às dificuldades que a China atravessa, “que continuam afetando os operadores”, explicou Kilduff depois do anúncio, na quinta-feira, pelo banco HSBC, de que a economia asiática registrou a maior contração de sua produção manufatureira em nove meses em junho.

“A partir de agora é temida uma crise bancária neste país crucial para a demanda de petróleo”, acrescentou Phil Flynn da Price Futures Group, em relação às restrições ao crédito impostas pelo Banco Central Chinês, devido ao elevado nível de não-pagamentos que o sistema registra.

Economia & Negócios em Domínio do Fato

Dominio do Fato

Negócios

More in Negócios

Informação com independência editorial.

Copyright © 2016 Dominio do Fato