Esportes

Derrota para Santos agrava problemas do Atlético, que vive fase instável

Derrota para Santos agrava problemas do Atlético, que vive fase instável

Não poderia ter sido pior para o Atlético-MG a sua última partida antes da pausa do Brasileiro para a disputa da Copa das Confederações. A derrota para o Santos, por 1 a 0, na noite de quarta-feira, na Vila Belmiro, não foi o único prejuízo. A volta à zona de rebaixamento, a perda de titular para o próximo jogo do Brasileiro e contusões que podem desfalcá-lo para a semifinal da Libertadores, contra o Newells Old Boys engrossam a lista.

Não foi por acaso que o goleiro Victor resumiu o sentimento dos atleticanos após o jogo com o Santos: “Foi uma noite atípica, que temos de apagar”. Nessa partida em que “nada deu certo” para o lado atleticano, ainda de acordo com o camisa 1 alvinegro, o time sofreu sua terceira derrota no Brasileirão, em cinco jogos, permanecendo com apenas quatro pontos.

O torcedor atleticano chega apreensivo à interrupção do Brasileiro. Se a pausa é benéfica, pelo evidente desgaste físico e emocional dos atletas, por outro lado, fica a incógnita se a semana de descanso e os 12 dias posteriores de trabalho serão suficientes para fazer o Atlético reencontrar o futebol apresentado na primeira fase da Libertadores e nas oitavas de final da competição, quando eliminou o São Paulo com duas vitórias.

O técnico Cuca tenta tranquilizar o torcedor e acredita que o intervalo no Brasileiro será suficiente para resolver os problemas. “A vontade será grande, diferente do que está acontecendo agora, situação bem diferente da atual, o time vai voltar melhor, vai recuperar o bom futebol apresentado”, observou o treinador atleticano.

Nas quartas de final da Libertadores, o Atlético já deu mostra de queda de rendimento, quando eliminou o Tijuana, por ter feito melhor campanha nas fases anteriores, com empates em 2 a 2, no México, e 1 a 1, no Independência, com o drama do pênalti defendido por Victor, com o pé esquerdo, aos 47 minutos da etapa final, que daria a classificação ao time mexicano.

O Atlético chegou a amargar seis jogos consecutivos sem vitória, jejum interrompido domingo passado, na Arena do Jacaré, em Sete Lagoas, no triunfo por 2 a 0 sobre o Grêmio. Parecia que o time havia se reencontrado, mas, sem cinco titulares e com os jogadores com a cabeça voltada para o período de descanso, o alvinegro mineiro foi presa fácil para o remoçado time do Santos.

Luan, do Atlético-MG, tenta fugir da marcação de Galhardo na partida entre Santos e Atlético-MG pelo Campeonato Brasileiro

Os motivos de preocupação para os atleticanos vão além. Pierre sentiu o músculo adutor da coxa esquerda em uma jogada com Arouca, no primeiro tempo, foi substituído e começou tratamento. O jogador realizará exame para avaliar a extensão da contusão, mas o médico Marcus Vinícius dos Santos demonstrou preocupação com o caso. “Preocupa muito”, disse o médico. Para complicar, Leandro Donizete, o outro volante titular, também deixou o campo reclamando de dores musculares.

No dia 3 de julho, o Atlético-MG enfrentará o Newells Old Boys, em Rosário, na Argentina, na primeira partida da semifinal da Libertadores, cuja conquista é o sonho de consumo atleticano. Réver, que está na seleção brasileira, com Bernard e Jô, não poderá jogar por ter sido expulso contra o Tijuana.

Para o Brasileirão, cujo próximo compromisso atleticano será no Independência, contra o Criciúma, no dia 6 de julho, o alvinegro não terá o lateral direito Marcos Rocha, suspenso, por sua expulsão contra o Santos.

Domínio do Fato Esportes

Dominio do Fato

Esportes

More in Esportes

Informação com independência editorial.

Copyright © 2016 Dominio do Fato