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Reunião termina sem acordo e amplia tensão entre GM e sindicato

Reunião termina sem acordo e amplia tensão entre GM e sindicato

Ato Empregos GM São José dos Campos (Foto: Carlos Santos/G1)Trabalhadores durante ato realizado na semana passada em São José. (Foto: Carlos Santos/G1)

Após aproximadamente nove horas, terminou sem acordo a reunião entre dirigentes do Sindicato dos Metalúrgicos com representantes da General Motors, em São José dos Campos, nesta quarta-feira (16). O impasse, que se prolonga desde o último mês de agosto, aumenta a tensão nas negociações que tentam evitar a demissão de cerca de 1.500 funcionários da montadora.

Outras duas rodadas de negociação, as últimas antes do fim do prazo para o término da licença remunerada, marcado para o dia 26 de janeiro, estão agendadas para a próxima sexta-feira (18) e 23 de janeiro. 

A próxima reunião desta semana terá a participação de representantes dos Ministérios do Trabalho e do Desenvolvimento, Indústria e Comércio. Pela GM, retoma a frente nas negociações o diretor de relações institucionais, Luiz Moan.

Uma assembleia na sede do sindicato nesta quinta-feira (17) deve definir as próximas ações do calendário de mobilizações em prol dos empregos.

Propostas
Entre as propostas que foram expostas pelos sindicalistas à empresa na reunião estão a continuidade do modelo Classic na planta de São José dos Campos, produção local de modelos que atualmente são importados, retomada da produção de caminhões, revezamento do layoff e um novo acordo trabalhista que garanta empregos e investimentos.

O presidente do sindicato, Antônio de Barros Ferreira ‘Macapá’, afirmou que mesmo com as alternativas apresentadas a montadora mantém a intenção de demitir os trabalhadores. “Eles ficaram na reunião de hoje tentando negociar alternativas para que o desligamento dos trabalhadores seja feito. Não vamos discutir isso: queremos um acordo para novos investimentos e manutenção dos empregos”, declarou ao G1.

Ele cobrou novamente a intervenção do governo para o que ele considera como ‘medida injustificável’. “Queremos que a presidenta Dilma intervenha pelos empregos.Não tem porque a GM demitir, nada justifica”, afirmou.

O líder sindical não descarta ainda, além das manifestações e passaeatas, uma paralisação na unidade joseense. “Não neste momento porque estamos em negociação e abertos a um acordo. Mas isso não quer dizer que ficaremos parados aguardando a demissão”, disse.

Ajuda
Trabalhadores da General Motors em layoff e sindicalistas foram recebidos pelo prefeito Carlinhos Almeida (PT) na última quinta-feira (10). Ele prometeu auxiliar nas negociações com a empresa.

A Câmara Municipal, que também se dispôs a ajudar no impasse, agendou para o próximo dia 24 de janeiro uma audiência pública para discutir sobre os empregos na GM. Serão convocados representantes do sindicato e da montadora.

Prefeito Carlinhos Almeida diz que vai ajudar contra demissões na GM (Foto: Carlos Santos/G1)Prefeito Carlinhos Almeida diz que vai ajudar contra
demissões na GM. (Foto: Carlos Santos/G1)

A audiência acontecerá um dia depois da última rodada de negociação, marcada para o dia 23. Até lá, o Sindicato ainda continuará com mobilizações e insistindo em agendar uma reunião com a presidente Dilma Rousseff para que o governo federal intervenha e impeça as demissões.

Entenda o caso
Desde agosto de 2012, ocasião em que foi anunciada a intenção de fechar a Montagem de Veículos Automotores (MVA), a empresa mantém 770 funcionários afastados em layoff – suspensão temporária dos contratos de trabalho. Outros 700 são mantidos na linha, que terá as atividades encerradas no próximo dia 26 de janeiro.

O setor, uma das oito fábricas do complexo industrial de São José, produz atualmente o modelo Classic. Depois da data fixada no acordo, a empresa não assegura a manutenção dos 1.500 postos de trabalho.

Outro lado
Procurada pela reportagem do G1, a General Motors informou que não está comentando as negociações com o sindicato. Em outras ocasiões, a empresa já havia negado a intenção de transferir a produção do MVA da unidade joseense para Rosário, na Argentina. A informação vem sendo divulgada pelos sindicalistas desde o início da tensão com a empresa, em julho de 2012.

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