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Marsiglia critica árbitro do Gre-Nal: “O público paga para ver 90 minutos”

Marsiglia critica árbitro do Gre-Nal: “O público paga para ver 90 minutos”

O árbitro paranaense Héber Roberto Lopes terminou o Gre-Nal 394 com um saldo de três jogadores e dois técnicos expulsos. O grande problema na atuação do juiz, contudo, não foram os cinco atores do clássico retirados de campo mais cedo, e sim os cinco minutos que fizeram o jogo terminar antes do que devia.

Lopes teve critérios técnicos para justificar as expulsões. A forma abrupta como ele encerrou o jogo, contudo, após a confusão entre Saimon e Osmar Loss na beira do gramado, contraria o estabelecido nas regras, de acordo com outros profissionais do apito. Lopes havia anunciado cinco minutos de acréscimo – e um deles havia transcorrido quando o jogo foi novamente interrompido. Quando percebeu que a confusão – que incluiu pancadaria e foguete no campo – havia consumido os minutos restantes, Lopes simplesmente encerrou a partida.

– A regra estabelece que o árbitro tem de acrescer o tempo perdido durante o jogo. Se ele havia contado esse tempo em cinco minutos e só havia passado um, não importa que tenha ocorrido nova interrupção. Após restabelecer-se a ordem, ele deveria ter dado prosseguimento aos quatro minutos que faltavam – analisa Luiz Cunha Martins, da comissão de arbitragem da Federação Gaúcha de Futebol.

O ex-árbitro e hoje comentarista Renato Marsiglia concorda:

– O espírito da lei é que o público paga para assistir a 90 minutos de jogo. É um contrato que o árbitro tem a função de fiscalizar, então todas as vezes que o jogo parar por alguma irregularidade, ele deve garantir que esses 90 minutos sejam jogados.

Os dois veem na supressão dos minutos ao fim do jogo o único deslize da atuação de Lopes, que teve motivos concretos para as expulsões, de Muriel, Damião, Luxemburgo, Saimon e Osmar Loss. Já quanto ao tempo, mesmo que tomada para evitar mais tensões no jogo, a decisão do juiz viola a regra.

– A tensão do jogo explica, mas não justifica, o papel dele era fazer o jogo correr no tempo determinado – diz Marsiglia.


Risco de perda de mando
O departamento jurídico do Grêmio aguarda com expectativa a súmula do árbitro Héber Roberto Lopes. Se for citado o rojão que partiu da social do Olímpico e quase atingiu o preparador físico do Inter, Flávio Soares, o clube poderá ser punido com a perda do mando de campo. Soares teve tonturas e surdez temporária. Outra possibilidade é uma denúncia feita diretamente pela promotoria do Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD). Em caso de punição, a perda do mando se daria já na Arena, na primeira competição nacional que o clube disputar na próxima temporada.

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