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Coliseu “não é eterno” e ganhará cerca de proteção

Coliseu “não é eterno” e ganhará cerca de proteção

Roma, 28 nov (EFE).- Um dos monumentos mais famosos e visitados do mundo, o Coliseu romano “não é eterno” e partes de sua construção de vez em quando se desprendem e caem, por isso o monumento será cercado por umas grades sob pequenas colunas de ferro para manter o público longe do anfiteatro e evitar acidentes com pedestres.

A superintendente especial de Bens Arqueológicos, Mariarosaria Barbera referiu em entrevista publicada nesta quarta-feira pelo jornal “Corriere della Sera”, que o Coliseu “é uma construção feita pelo homem, não nasceu para durar eternamente e nós somos responsáveis pelo cuidado e devemos nos preocupar e conservá-lo o melhor possível”.

Mariarosaria explicou que a cerca de proteção consistirá em pequenas colunas ligadas por correntes a distâncias diferentes, na parte mais alta a 15 metros, enquanto nas partes mais baixas, 6 e 8 metros.

Trata-se de uma medida contra o risco de destroços cairem e atingirem visitantes, mas também para proteger o monumento.

A superintendente lembrou que o Coliseu foi pichado várias vezes por visitantes que escrevem seus nomes nas pedras milenares.

Além disso, uma lei recentemente aprovada pelo prefeito de Roma, Gianni Alemanno, baixará de 16 para 8 os postos ambulantes de venda de comida e bebida que habitualmente cercam o monumento.

Em julho foi anunciado que os trabalhos de restauração do Coliseu, que reforçarão sua estrutura e mostrarão aos turistas 25% a mais de sua superfície, começariam no início de dezembro, o que ainda não foi confirmado.

O Ministério da Cultura italiano havia previsto para a primavera passada o começo da restauração, mas uma série de polêmicas foram adiando o início das obras, que serão financiadas pela companhia italiana Tod’s de cerca de 25 milhões de euros (US$ 30,7 milhões).

A restauração do anfiteatro, que não impedirá que o monumento fique aberto ao público, prevê que se levantem andaimes sobre as primeiras quatro arcadas do monumento durante 915 dias, diferentemente dos 1.095 calculados em um primeiro momento, o que faz com que os trabalhos de restauração se prolonguem durante cerca de dois anos e meio.

O Anfiteatro Flávio ou Coliseu foi erguido entre os anos 72 e 80 d.C. e podia abrigar até 50 mil espectadores durante os jogos de gladiadores e de ferozes que se levavam a cabo em seu interior.

Seu sobrenome provém da monumental estátua do Colosso de Nerón (depois dedicada ao Deus Sol), que ficava nas imediações do anfiteatro.

A inauguração foi realizada com 100 dias e 100 noites de jogos em que se mataram mais de 5 mil animais, mas o festival mais sangrento que o anfiteatro viu foi o que Trajano ofereceu ao povo após sua conquista da Dácia, 117 dias em quais, segundo a tradição, participaram 9 mil gladiadores e 10 mil animais. EFE

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