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Senado diz que não houve ‘manobra’ na indicação de diretor da ANA

Senado diz que não houve ‘manobra’ na indicação de diretor da ANA

A presidência do Senado divulgou nota nesta terça-feira (27) em que afirma que não houve “manobra” na indicação do nome de Paulo Vieira como diretor de Hidrologia da Agência Nacional de Águas (ANA). Vieira, que chegou a ter o nome rejeitado pelo Senado em 2009, teve a indicação aprovada em 2010, após ter seu nome novamente apresentado no Senado.

Vieira foi preso na última sexta-feira (23) pela Polícia Federal (PF), sob a acusação de envolvimento em uma organização criminosa que cometia fraudes em órgãos federais. O ex-diretor é apontado pela PF como chefe do grupo que supostamente cooptava servidores públicos para fraudar pareceres técnicos e beneficiar empresários.

“A Assessoria de Imprensa da Presidência do Senado Federal esclarece que não houve qualquer manobra regimental na nomeação do senhor Paulo Vieira ao cargo de Diretor de Hidrologia da Agência Nacional de Águas”, afirma a nota.

Segundo a Polícia Federal, o ex-diretor da ANA, que foi exonerado do cargo pela Presidência da República, fazia contatos entre empresários e funcionários públicos que pudessem ser corrompidos.

O nome de Vieira para o cargo na ANA foi apresentado ao Senado pela primeira vez em 2009, ainda no governo do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Na época, a indicação foi rejeitada pelo Senado. Havia questionamentos sobre a capacidade técnica de Vieira para o cargo.

O governo insistiu e, em 2010, levou o nome de Paulo Vieira novamente para o Senado, e a indicação foi aprovada.

O requerimento pedindo que a rejeição fosse anulada foi apresentado à Mesa da Casa pelo senador Magno Malta (PR-ES). Em abril de 2010, o então líder do governo no Senado, Romero Jucá (PMDB-RR), pediu a “revotação da indicação”. A votação foi levada para plenário pelo presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP), no dia 14 de abril de 2010, quando o nome de Vieira foi aprovado.

O ex-diretor de Hidrologia da ANA foi denunciado por Cyonil da Cunha Borges, que, até 2011, era auditor do Tribunal de Contas da União. No começo do ano passado, o ex-auditor do Tribunal de Contas procurou a Polícia Federal e devolveu R$ 100 mil. Segundo Borges, ele teria recebido o valor de Paulo Vieira.

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