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Quatro entre 10 consumidores têm hábito de fazer aplicações financeiras

Quatro entre 10 consumidores têm hábito de fazer aplicações financeiras

Pesquisa encomendada pela Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL) e pelo Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil) revela que quatro em cada dez consumidores (39%) têm hábito de fazer aplicações financeiras periódicas. O estudo, conduzido pela Universidade Federal de Minas Gerais, ouviu 623 consumidores das 26 capitais brasileiras e do Distrito Federal em outubro deste ano. 

De acordo com o levantamento, 27% dos consumidores que informaram fazer aplicações financeiras regularmente optaram pela caderneta de poupança, ao mesmo tempo em que 5% preferiram outros tipos de investimento, como títulos de capitalização e CDBs, entre outros, e 7% informaram aplicar tanto na poupança quanto em outros investimentos.

Para o economista do SPC Brasil, Brasil Nelson Barrizzelli, a preferência pela caderneta de poupança se deve principalmente à segurança que este tipo de investimento oferece ao aplicador. “Tem garantia do governo, não incide no Imposto de Renda e não cobra encargos sobre operações financeiras”, explicou. Na avaliação do especialista, a poupança tem sido mais utilizada por pessoas que querem reservar uma determinada quantia para ser prontamente acessada em situações emergenciais.

Já os CDBs (Certificados de Depósitos Bancários) são títulos de renda fixa que exigem um volume mínimo de recursos do aplicador, razão pela qual pessoas pertencentes às classes AB tenham mais acesso a esse tipo de aplicação, informou a CNDL e o SPC Brasil. O estudo mostra que o percentual daqueles que fazem este tipo de aplicação nas classes CD é de 4%. Já nas classes AB, o número sobe para 22% dos entrevistados.

Na avaliação do SPC Brasil, o país tem “propensão natural para consumir”. “A renda e os instrumentos de crédito se tornaram mais acessíveis nos últimos anos, permitindo que um número significativo de famílias entrasse no mercado de consumo. No entanto, o estudo apontou de modo geral que, apesar do crescimento do consumo e do endividamento ocorrido nos últimos cinco anos, quase metade da população brasileira tem reservado algum recurso para situações emergenciais”, concluiu.

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