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Premiê da Grécia exalta acordo sobre dívida, mas oposição segue cética

Premiê da Grécia exalta acordo sobre dívida, mas oposição segue cética

O primeiro-ministro grego, Antonis Samaras, saudou nesta terça-feira (27) o acordo fechado pelos credores internacionais para ajudar a reduzir a dívida do país e desbloquear mais uma parcela de dinheiro para evitar a falência.

Após 12 horas de negociações em sua terceira reunião no mesmo número de semanas, os ministros das Finanças da zona do euro e o Fundo Monetário Internacional (FMI) concordarem com medidas para reduzir a dívida da Grécia em € 40 bilhões (US$ 52 bilhões), abrindo caminho para o empréstimo de € 43,7 bilhões a ser desembolsado no início de 2013.

Primeiro-ministro grego Antonis Samaras em reunião da Eurozona em Bruxelas no dia 23 de novembro (Foto: AFP)Primeiro-ministro grego Antonis Samaras em reunião da Eurozona em Bruxelas no dia 23 de novembro (Foto: AFP)

“Tudo correu bem”, disse Samaras a repórteres do lado de fora da residência do primeiro-ministro por volta das 3h da manhã. “Amanhã, um novo dia começa para todos os gregos”, acrescentou.

Os mercados financeiros internacionais compartilharam o otimismo e as preocupações com situação da dívida da Grécia diminuíram. O euro atingiu a máxima em um mês e as ações europeias subiam 0,54% às 8h11.

Samaras instituiu medidas de austeridade profundamente impopulares no início deste mês para convencer os credores da Grécia que Atenas merecia receber mais ajuda financeira como parte do pacote de resgate da UE e do FMI, apesar de ter descumprido metas anteriores sobre o déficit e metas de reforma.

Os cortes de salários e gastos contrariam as promessas de campanha de Samaras de suavizar os termos do acordo de resgate, testando a frágil coalizão liderada pelos conservadores que governa o país desde junho.

O socialista Pasok, um dos três partidos da coalizão, também saudou o acordo. “Este é o novo começo que o país precisa, depois de nove meses de espera”, disse o líder partidário e ex-ministro das Finanças, Evangelos Venizelos. “Agora cabe a nós fazer o trabalho.”

O principal partido de oposição ao resgate rejeitou o acordo por completo, dizendo que ficou aquém do que era necessário para que a dívida do país ficasse sustentável, e criticou a Alemanha por impedir remissão da dívida grega de € 340 bilhões.

“É um compromisso meia-boca, um band-aid sobre a ferida aberta da dívida (da Grécia)”, disse Dimitris Papadimoulis, parlamentar do partido radical de esquerda Syriza, o maior partido da oposição e que está liderando as pesquisas de intenção de voto.

Repercussão
Jornais gregos ficaram igualmente divididos sobre o acordo. O diário mais vendido da Grécia, Ta Nea, trouxe em sua primeira página um rosto sorridente ao lado da manchete: “O primeiro sorriso para a Grécia”. Mas o Six Days, outro jornal, chamou o acordo de “um compromisso desastroso, mantendo a Grécia presa à grave recessão e austeridade sem resolver o grande problema da dívida do país”.

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