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Polícia Federal indicia 36 pessoas por crimes eleitorais em Triunfo, RS

Polícia Federal indicia 36 pessoas por crimes eleitorais em Triunfo, RS

Trinta e seis pessoas, entre eleitores e candidatos, foram indiciadas nesta terça-feira (27) pela Polícia Federal por compra e venda de votos em Triunfo, na Região Metropolitana de Porto Alegre. O esquema envolvia dinheiro do PDT e também serviços prestados pela prefeitura.

Foram dois meses de investigação e mais de uma centena de depoimentos. Entre os indiciados estão o atual prefeito de Triunfo, Pedro Francisco Tavares, o atual vice e prefeito eleito, Marcelo Esswein, dois secretários, três vereadores eleitos e dois candidatos a vereador que não se elegeram. Eles são suspeitos de trocar votos por serviços prestados pela prefeitura, e também por dinheiro. Vinte e dois eleitores também foram indiciados.

“Os principais crimes apurados foram os de corrupção eleitoral, previsto no código eleitoral, crime contra a administração pública, especificamente o peculato, e formação de quadrilha”, disse o delegado Kleber Guedes, da Polícia Federal.

As provas colhidas pela polícia irão auxiliar na investigação do Ministério Público. Segundo o promotor Luciano Gallicchio, o dinheiro desviado da conta do PDT foi usado para comprar eleitores.

“Houve, por exemplo, dois saques de R$ 200 mil feitos em dinheiro na boca do caixa. E isso em período que antecedia o período da campanha eleitoral. Movimentações absolutamente fora dos padrões”, disse o promotor.

Por esse motivo, a Justiça Eleitoral de Triunfo cassou, na semana passada, as candidaturas do prefeito eleito, Marcelo Esswein, o Marcelinho, e do vice, Telmo de Azeredo, o professor Telmo. Eles são suspeitos de desviar mais de R$ 1 milhão da conta do partido. Se a cassação for mantida, uma nova eleição deverá ser feita no município.

“Com certeza, a corrupção que aconteceu na cidade influenciou no resultado das urnas. Foi um atentado contra a democracia”, disse o delegado Kleber Guedes.

A Polícia Federal mantém abertos outros cinco inquéritos para apurar a compra de votos na cidade. Procurado pela reportagem, o presidente do PDT do Rio Grande do Sul, Romildo Bolzan Junior, disse que vai aguardar a decisão da Justiça para se manifestar. Ela afirma que tem apenas um conhecimento superficial dos fatos e prefere não falar até que tenha a comprovação do ocorrido por parte da Justiça.

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