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Oposição intensifica protestos contra presidente do Egito na Praça Tahrir

Oposição intensifica protestos contra presidente do Egito na Praça Tahrir

Manifestantes de oposição ao presidente do Egito, Mohamed Morsi, protestaram na praça Tahrir, no Cairo, pelo quinto dia seguido nesta terça-feira (27), intensificando a cobrança pelo fim de um decreto que, segundo eles, afirmam ameaçar o Egito com uma nova ditadura.

O protesto convocado por militantes da esquerda, liberais e grupos socialistas marca uma escalada da pior crise desde que o político da Irmandade Muçulmana foi eleito presidente em junho, e expõe a profunda divisão entre os islâmicos que recém assumiram o poder e seus adversários.

Espera-se que a multidão aumente no decorrer do dia, porém centenas já estavam na praça após muitos terem acampado durante a noite. A polícia disparou gás lacrimogêneo e organizadores pediram aos manifestantes para não entrarem em confronto com as forças de segurança do Ministério do Interior.

Uma pessoa –um ativista da Irmandade Muçulmana– foi morta e centenas ficaram feridas na violência resultante do decreto presidencial, que também iniciou uma revolta entre juízes e abalou a confiança na economia, que ainda enfrenta dificuldades para se recuperar dos últimos dois anos de turbulência.

Manifestantes enfrentam a polícia durante protestos nesta terça-feira (27) no Cairo (Foto: AFP)Manifestantes enfrentam a polícia durante protestos nesta terça-feira (27) no Cairo (Foto: AFP)

A oposição acusa Morsi de se comportar como um “faraó” dos tempos modernos. Os Estados Unidos, o maior benfeitor do Exército egípcio, expressaram preocupação, atentos a mais agitações no país que firmou um tratado de paz com Israel.

“Nós não queremos uma ditadura de novo. O regime de Mubarak era uma ditadura. Tivemos uma revolução para ter justiça e liberdade”, disse Ahmed Husseini, 32 anos, falando na manhã de terça-feira na praça Tahrir — cenário do histórico levante contra Mubarak.

O decreto emitido por Morsi na quinta-feira expande seus poderes e protege suas decisões de verificação judicial até as eleições para formação de um novo Parlamento, esperadas para o primeiro semestre de 2013. A organização Humans Right Watch, sediada em Nova York, afirmou que o documento dá mais poderes a Mursi do que à junta militar a qual ele substituiu no poder.

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