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Obama encontrará empresários em busca por solução para crise fiscal

Obama encontrará empresários em busca por solução para crise fiscal

O presidente dos EUA, Barack Obama, inicia nesta semana uma ofensiva em várias frentes para buscar apoio às suas propostas de solução para os problemas fiscais dos EUA, e dará visibilidade ao assunto recebendo executivos empresariais na Casa Branca e visitando uma pequena companhia da Pensilvânia.

Evitar o “abismo fiscal” –conjunção de aumento de impostos e cortes de gastos, previstos para entrarem em vigor no começo de 2013– é a prioridade de Obama desde que ele conquistou um segundo mandato, em 6 de novembro. O presidente precisa selar um acordo com a oposição republicana para revogar as medidas.

Como parte desse esforço, a Casa Branca divulgou na segunda-feira (26) um relatório mostrando o impacto que os aumentos tributários para a classe média teriam sobre os consumidores e sobre o setor varejista.

Nesta terça-feira (27), segundo um funcionário da Casa Branca, o presidente vai se reunir com um grupo de pequenos empresários. Na quarta (28), ele recebe um evento com “norte-americanos de classe média que seriam impactados se o Congresso não agir para prorrogar os cortes tributários para a classe média”, segundo essa fonte. Ele também deve se reunir com líderes empresariais, algo que já fez anteriormente.

Na sexta-feira (30), Obama visita uma fábrica do Rodon Group, que fornece produtos para a marca de brinquedos K’NEX Brands.

“O presidente vai viajar ao Condado Montgomery, na Pensilvânia, para continuar defendendo publicamente uma ação, ao visitar uma empresa que depende de consumidores de classe média durante a temporada de festas de fim de ano, e que poderia ser impactada se os impostos subirem 98% para os norte-americanos no final do ano”, disse a fonte.

A visita de Obama e as reuniões na Casa Branca foram programadas para pressionar a bancada parlamentar republicana a prorrogar os benefícios tributários para pessoas de classe média, mas suspendendo as vantagens para famílias que ganham mais de US$ 250 mil (R$ 520 mil) por ano.

Obter o apoio da comunidade empresarial é uma parte crucial da estratégia obamista. Reforçando isso, a Casa Branca divulgou uma análise do Conselho Econômico Nacional dizendo que milhões de pequenos empresários serão prejudicados se o imposto de renda da classe média aumentar neste ano.

OCDE pede implementação gradual
A política fiscal mais apertada nos Estados Unidos deveria ser implementada gradualmente, afirmou nesta terça-feira a Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), conforme estimou crescimento econômico moderado no ano que vem.

Em seu último relatório sobre as perspectivas econômicas, a OCDE afirmou que, embora a redução do grande déficit orçamentário seja necessária para colocar o país num caminho fiscal sustentável, isso deve ser feito gradualmente e num contexto de um plano de consolidação de médio prazo bem identificado.

Os Estados Unidos têm registrado déficits orçamentários acima de US$ 1 trilhão (R$ 2,08 trilhão) por três anos seguidos, e caminha na mesma direção para o quarto ano.

“O ritmo de consolidação deve ser gradual para não tirar dos trilhos uma recuperação que já é fraca”, disse a OCDE. “Se não resolvido, o abismo fiscal pode gerar uma queda significativa da atividade em 2013.”

A OCDE estimou que o crescimento na maior economia do mundo ficará em média em 2,2% em 2013, acima da projeção de 1,8% para este ano. A produção deve expandir a uma média de 3,2% no ano que vem.

O Produto Interno Bruto (PIB) anual expandiu a uma média de 2,1% nos último dois anos. As previsões da OCDE presumem que a redução do déficit orçamentário dos Estados Unidos esteja limitada a 1,5% do PIB tanto em 2013 como em 2014.

Mas a OCDE afirmou que obstáculos econômicos continuarão vindo da crise da dívida na Europa e da desaceleração da demanda global.

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