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Milhares protestam contra privatização da saúde em Madri

Milhares protestam contra privatização da saúde em Madri

Milhares de profissionais da saúde e pacientes participaram de uma manifestação nesta terça-feira (27)em Madri para protestar contra os cortes na saúde madrilenha e contra a decisão do governo regional de privatizar a gestão de alguns hospitais da comunidade.

“Não é por dinheiro. Não nos parece que a população tenha que pagar por uma saúde privada”, disse à AFP, Verónica Sánchez, uma pediatra que trabalha no hospital Severo Ochoa da capital espanhola.

Com uma grande faixa em que se podia ler “A saúde não se vende, se defende”, os manifestantes percorreram o centro de Madri, agitando bandeiras de diferentes sindicatos da saúde e exibindo cartazes com um grande “NÃO” com desenhos de tesouras, representando os cortes.

Também havia cartazes com as frases “Os cortes na saúde matam” ou “Vende-se saúde”. Muitos manifestantes vestiam jalecos brancos de médicos.

Manifestantes protestam nesta terça-feira (27) contra a privatização da saúde em Madri (Foto: AFP)Manifestantes protestam nesta terça-feira (27) contra a privatização da saúde em Madri (Foto: AFP)

A saúde pública “sim, é sustentável, mas para isso é necessário que contem conosco”, insistiu Sánchez, enquanto outra pediatra, que se identifica apenas como doutora Blanco afirmou que “parte do dinheiro seria desviado de forma lucrativa para o empresariado”.

A doutora Blanco, de 34 anos, trabalha no Hospital Infanta Leonor, um dos seis que as autoridades regionais madrilenhas pretendem privatizar, entre outras medidas, depois da decisão do governo conservador de Mariano Rajoy de economizar 7 bilhões de euros por ano em saúde, que obrigou as regiões, que administram o serviço, a reduzirem seus orçamentos.

Alguns dos manifestantes recollhiam assinaturas contra as medidas do executivo regional, a centenas de metros da Câmara dos Deputados, que foi cercada e está protegida por efetivos policiais.

A manifestação se encerra com uma greve de 48 horas dos 75 mil funcionários da saúde pública madrilena que começou na segunda-feira e voltará a se repetir nos dias 4 e 5 de dezembro.

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