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França anuncia apoio ao reconhecimento palestino na ONU

França anuncia apoio ao reconhecimento palestino na ONU

A França anunciou nesta terça-feira (27) que vai votar a favor de dar aos palestinos o status de “Estado observador não-membro” nas Nações Unidas.

“Vamos dar este voto com consciência e lucidez. Vocês sabem que há anos e anos a posição da França tem sido reconhecer o Estado palestino. Nesta quinta ou sexta, quando a questão for feita, a França vai votar ‘sim'”, disse o ministro francês de Relações Exteriores, diante da câmara baixa do Parlamento.

O ministro recordou que esta posição da França a favor do reconhecimento de um Estado Palestino é constante e que foi afirmada já em 1982 pelo então presidente François Mitterrand e um discurso na Knesset, Parlamento de Israel.

Atualment,e os palestinos têm na ONU o estatuto de simples “entidade observadora”. Eles vão pedir ante a Assembleia Geral das Nações Unidas o estatuto de Estado não-membro.

Projeto de resolução
A representação palestina na ONU divulgou na véspera o projeto de resolução para que a Palestina obtenha o status, que deve ser submetido na quinta-feira.

A resolução “expressa a esperança de que o Conselho de Segurança considere de maneira favorável” a candidatura da Palestina como membro pleno da organização internacional.

O pedido foi anunciado no ano passado pelo presidente palestino, Mahmud Abbas.

Mulher agita bandeira palestina nesta terça-feira (27) na Cidade de Gaza, durante ato de apoio ao pedido de reconhecimento palestino na ONU (Foto: Mohammed Abed/AFP)Mulher agita bandeira palestina nesta terça-feira (27) na Cidade de Gaza, durante ato de apoio ao pedido de reconhecimento palestino na ONU (Foto: Mohammed Abed/AFP)

Abbas participará na quinta-feira da votação da Assembleia Geral.

A aprovação desta resolução parece garantida, já que os palestinos dispõem de um amplo apoio entre os 193 membros da assembleia.

O texto destaca “a urgente necessidade de retomar e acelerar as negociações” entre Israel e a Autoridade Palestina, sobre as fronteiras, o status de Jerusalém, os refugiados, os assentamentos judaicos e até sobre a segurança e o acesso à água. Essas negociações estão suspensas há dois anos.

A resolução pede “um arranjo pacífico no Oriente Médio que ponha fim à ocupação iniciada em 1967 e que considere a ideia de dois Estados; um Estado palestino independente, soberano, democrático, contíguo e viável, que viva ao lado de Israel em paz e em segurança, com base nas fronteiras de antes de 1967”.

Israel e Estados Unidos se opõem a esta iniciativa, argumentando que um Estado palestino só pode ser resultado de negociações de paz bilaterais.

Os Estados Unidos, um dos 15 membros do Conselho de Segurança, bloquearam todas as tentativas dos palestinos de se transformar em membro pleno da ONU e ameaçou usar seu direito a veto.

O status de Estado membro deve ser aprovado pelo Conselho, contrariamente ao de Estado observador, que deve ser aprovado pela assembleia.

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