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Dólar tem queda nesta terça, com mercado ainda cauteloso com BC

Dólar tem queda nesta terça, com mercado ainda cauteloso com BC

O dólar comercial registra leve queda ante o real nesta terça-feira (27), com investidores ainda cautelosos depois da atuação do Banco Central na semana passada e com o exterior mais otimista após os credores internacionais chegarem a um acordo sobre a Grécia.

Perto das 16h30 (horário de Brasília), a moeda norte-americana recuava 0,09%, cotada a R$ 2,0807 para venda.

Na segunda-feira, depois de oscilar entre os terrenos positivo e negativo, o dólar fechou praticamente estável. A moeda norte-americana subiu 0,03%, a R$ 2,0825 para venda.

O dólar se encontra no maior patamar em três anos e meio desde o dia 16, quando fechou cotado a cotada a R$ 2,0818.

Os ministros das Finanças da zona do euro e o Fundo Monetário Internacional (FMI) chegaram a um acordo sobre como reduzir a dívida da Grécia na noite de segunda-feira, liberando também uma parcela do empréstimo necessária para manter o país solvente.

Uma devolução da alta do dólar registrada na semana passada era outro fator que influenciava o movimento deste pregão, segundo o consultor de pesquisas econômicas do Banco de Tokyo-Mitsubishi Mauricio Nakahodo.

“Na semana passada teve uma desvalorização muito forte do real. Como a liquidez no mercado de câmbio foi prejudicada por vários feriados, o mercado ganha mais força agora para devolver parte daquele movimento”, afirmou.

O momento de aversão ao risco no exterior marcado por preocupações com a Grécia e também com a situação fiscal dos Estados Unidos ajudou a tirar o dólar de perto de R$ 2,02 e R$ 2,03 reais – nível que a moeda foi negociada por meses – para perto de R$ 2,10.

Declarações de autoridades do governo sugerindo o favorecimento de uma maior desvalorização do real alimentaram um movimento especulativo na sexta-feira, fazendo o dólar romper no intradia os R$ 2,10, patamar que até então era amplamente visto como um teto informal.

O Banco Central, então, atuou para segurar o movimento abrupto quando o dólar se aproximava de R$ 2,12, levando a algumas interpretações no mercado de que a banda informal de R$ 2 a R$ 2,10 estaria sendo deslocada para cima.

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