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Agência manda demitir servidores ligados a gabinete de diretor afastado

Agência manda demitir servidores ligados a gabinete de diretor afastado

O diretor-presidente da Agência Nacional de Águas (ANA), Vicente Andreu Guillo, afirmou nesta segunda (26) que serão demitidos funcionários “ligados diretamente” ao gabinete de Paulo Rodrigues Vieira, diretor de Hidrologia da agência, preso pela Polícia Federal e afastado do cargo.

Vieira é apontado pela Polícia Federal como chefe de um esquema destinado a fraudar pareceres técnicos de órgãos públicos com a finalidade de beneficar empresas privadas. Preso na complexo penitenciário da Papuda, em Brasília, ele é um dos 18 indiciados pela PF durante a operação Porto Seguro, deflagrada na última sexta (23). O irmão de Paulo Vieira, Rubens Vieira, diretor da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), também está entre as seis pessoas presas em razão da operação. Os advogados dos dois tentam na Justiça obter a libertação de ambos.

Guillo disse que determinou um levantamento de todos os atos internos dos quais o diretor teve participação e afirmou que as superintendências vinculadas à Diretoria de Hidrologia passarão a ficar sob responsabilidade da presidência da agência.

“A diretoria decidiu que as superintendências relativas à sua responsabilidade fiquem sob responsabilidade do diretor-presidente. Nós decidimos também por um levantamento de todos os atos internos no qual ele possa ter alguma participação ou origem, bem como a exoneração e demissão das pessoas que estão ligadas diretamente ao seu gabinete”, declarou Guillo.

De acordo com o diretor-presidente, as questões investigadas pela Polícia Federal em relação ao diretor são “externas à agência”. Segundo ele, em relação à ANA, “nada de irregular deve ter acontecido”. Guillo disse também que a agência não tem nenhuma influência no porto de Santos, onde empresas do setor portuário teriam se beneficiado de pareceres fraudados pelo suposto esquema.

“Nós estamos com bastante segurança de que nada de irregular deve ter acontecido, mas mesmo assim, atendendo à determinação da Presidência e da ministra, tudo será apurado com bastante rigor”, afirmou.

Guillo disse que Vieira era um diretor “bastante respeitado”. “Todas as pessoas têm a sua forma de agir particular. Agora, ele era um diretor nomeado, aprovado e foi bastante respeitado durante o seu exercício aqui no âmbito da agência como um diretor aprovado pelo Congresso Nacional”, disse.

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