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PSD aceita convite e volta a integrar o Governo Silval

PSD aceita convite e volta a integrar o Governo Silval

LA?SE LUCATELLI
DA REDA??O

O PSD aceitou o convite do governador Silval Barbosa (PMDB) e decidiu voltar a compor o staff do Governo do Estado, oito meses depois de entregar os cargos. A decisão foi anunciada após reunião, no final da tarde desta sexta-feira (23), no Palácio Paiaguás.

“O governador convidou o PSD para voltar para o Governo. Ele vai apresentar uma proposta de reformulação de algumas estruturas do Estado e, com base nisso, definiremos como será o retorno do partido”, informou o secretário-geral da sigla e presidente da Assembleia Legislativa, José Riva.

De acordo com o presidente do PSD em Cuiabá, o deputado federal Eliene Lima, o governador vai discutir com outras siglas durante o fim de semana e, na segunda ou terça-feira (27), deve apresentar suas propostas de reforma.

“A nossa volta ao Governo será definida em cima dessas propostas que o governador fará. Ele apresentará o que ele entende como reforma, e nós apreciaremos”, disse.

Os parlamentares foram unânimes em negar que tenham sido discutidos nomes ou secretarias específicas. “Isso tudo será definido a partir da próxima semana. Mas o PSD tem bons nomes para indicar em todas as áreas”, afirmou Eliene.

No entanto, o suplente Pedro Satélite (PSD) revelou que o partido tinha o desejo de comandar a Sefaz (Secrataria de Fazenda). “Mas, o governador não vai deixar”, disse para os jornalistas, com um sorriso.

O deputado Walter Rabello pontuou que a participação do PSD tem que ser “proporcional ao tamanho do partido”.

A sigla tem 39 prefeitos em Mato Grosso, o maior número do Estado. A bancada é formada por cinco deputados estaduais e três deputados federais, além do vice-governador Chico Daltro.

Apesar da negativa dos líderes em falar sobre pastas, nos bastidores o PSD está cotado para assumir a Sedraf (Secretaria de Desenvolvimento Rural e Agricultura Familiar), hoje comandada por um servidor de carreira, Carlos Milhomen, que é ligado ao cacique Carlos Bezerra (PMDB), e a Secid (Secretaria de Cidades), que está sob o comando do secretário interino Gonçalo de Barros (PMDB).

Reformulações

O PSD estava fora do Governo desde março, quando entregou os quatro cargos de primeiro e segundo escalão que a sigla detinha: Sedraf, Secitec (Ciência e Tecnologia), Cepromat (Centro de Processamento de Dados) e Fapemat (Fundação de Amparo à Pesquisa).

Na ocasião, o partido cobrou uma reforma administrativa, com enxugamento de custos e redução do tamanho da máquina governamental.

No entanto, em entrevista coletiva na manhã de ontem, Silval Barbosa anunciou que não vai reduzir a máquina, nem fundir ou extinguir secretarias (Leia mais AQUI).

Desse modo, o PSD se contentou com a expectativa de reformulação de alguns procedimentos e estruturas do Estado.

“Reivindicamos mudanças em algumas áreas, como a descentralização da Sema e do Indea, e agilidade nos processos, que hoje são muito arrastados”, pontuou Riva.

“O núcleo sistêmico é outro ponto problemático, que amarra muito a administração. Aquilo é uma teia de aranha. Se puder aperfeiçoar, seria bom, mas se não tiver como, é melhor acabar de uma vez”, completou.

Eliene Lima também reclamou da falta de agilidade das secretarias, e disse que o governador deve apresentar um projeto de reformulação que contemple a demanda por mais celeridade e eficiência.

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