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Melhor que a encomenda

Melhor que a encomenda

‘Sacode a poeira e dá a volta por cima’ talvez seja a mais fiel expressão para traduzir o inicio e fim de mandato do prefeito Chico Galindo. No final deste ano, ele entrega a prefeitura ao sucessor Mauro Mendes com popularidade em alta, após pouco mais de dois anos no assento do Alencastro.

Não há pesquisas neste sentido, mas sinalizações inexoráveis de que, mesmo sob a herança de uma administração pouco eficiente do seu predecessor, o persuasivo Wilson Santos, o prefeito da Capital terminou sendo um dos vencedores do último pleito e fecha seu mandato com imagem e substância, duas condições que dificilmente conjuminam.

Seu apoio a Mauro Mendes, que os adversários avaliaram e disseminaram, inicial e erroneamente, como um “caos” foi decisivo para a diferença que Mendes impôs a seu adversário, Ludio Cabral, no segundo turno.

Á época, no calor da campanha, enquanto os seus adversários insistiam em colar sua imagem ao candidato do PSB, com intenções buliçosas, nas esquinas se ouvia, em quantidade, os que aprovavam a união. No encerramento da votação, Galindo cunhou no currículo não apenas a eleição de Mauro Mendes, a aprovação popular, mas o acesso e retorno de quatro vereadores do seu partido, o PTB, que foi o campeão de votos para o legislativo.

Francisco Galindo era uma incógnita. Desacreditado, impôs um ritmo de trabalho no comando da capital, onde centavos por centavos eram monitorados como fazem os supermercadistas. A receita tributária saltou de R$ 20,3 milhões para R$ 70, 2 milhões, o equilíbrio da balança se fez, e projetos de melhoramento urbano, com pavimentação de qualidade espalhados nos bairros, foram executados, transformando pirambeiras em vias trafegáveis.

Da mesma sorte, as policlínicas, postos de saúde, creches e escolas ou foram ampliadas ou reformadas e o servidor, após negociações, alinharam seus salários – pagos em dia. Programas sociais, como o Valorizando vidas emplacou uma modalidade de cobertura social ampla e criativa com respostas interessantes.

Vítima de toda sorte de ataques na campanha de 2008, quando substituiu a professora Jacy Proença na chapa de Wilson Santos, na campanha da reeleição, Chico Galindo comeu o pão que o satanás amassou: atravessou filas indianas de calúnias, foi chamado de pau-rodado, e tiragens e tiragens de panfletagem apócrifa, naquela ocasião, venderam-no como iminente tragédia. Ao assumir o município, surpreendeu.

Ainda sob a dúvida popular e indiferente aos que torciam o nariz, imprimiu seu estilo, e meses apenas depois já era visto sob nova ótica. Avenidas que antes faziam veículos trepidarem e afrouxavam obturações dos condutores tornaram cartões postais em bairros e outra gama de obras em infraestrutura e restaurações foram levadas a cabo.

Alguns problemas históricos e sem solução a curto e médio prazos permanecem, mas há projetos encaminhados no sentido da solução.

Para quem assumiu e governou apenas dois anos, Galindo soube mudar o seu perfil perante a sociedade. Como se diz no linguajar popular, o prefeito realmente foi bem melhor que a encomenda.

JORGE MACIEL é jornalista em Cuiabá.

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