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Grávidas que fumam têm filhos com pior capacidade de leitura

Grávidas que fumam têm filhos com pior capacidade de leitura

Crianças expostas ao fumo materno ainda no útero tem desempenho mais fraco em testes de compreensão de leitura, segundo estudo da Universidade de Yale, nos EUA.

A pesquisa mostra que filhos de mulheres que fumaram mais de um maço de cigarros por dia pontuaram 21% menos do que os colegas nascidos de mães não fumantes em um teste em que a criança lê em voz alta e diz se entendeu o que foi lido.


O autor principal, Jeffrey Gruen e seus colegas analisaram dados de mais de 5 mil crianças acompanhadas de 1990 a 1992 por cientistas da Universidade de Bristol, no Reino Unido.


Gruen comparou o desempenho das crianças em sete tarefas específicas, velocidade de leitura, identificação de palavra única, ortografia, precisão, leitura real e não de palavra, e compreensão de leitura, com os níveis de tabagismo materno, após o ajuste para status socioeconômico, interações mãe-filho e 14 outros fatores potenciais.


As crianças foram testadas aos sete anos e outra vez aos nove anos.


Eles descobriram que, em média, as crianças expostas a altos níveis de nicotina no útero tiveram pior desempenho em todas as áreas em comparação com crianças nascidas de mães não fumantes.


Entre os estudantes que compartilham origens e educação semelhantes, os filhos de mães fumantes tiveram pior precisão da leitura e capacidade de compreensão.


“Não é uma pequena diferença, é uma grande diferença na precisão e compreensão em um momento crítico quando as crianças estão sendo avaliadas”, afirma Gruen, que também aponta que os efeitos do fumo na gravidez são especialmente pronunciados em crianças com déficit fonológico, ou dificuldades de fala.


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