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Criação de empregos formais tem o pior mês de outubro desde 2008

Criação de empregos formais tem o pior mês de outubro desde 2008

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A criação de empregos formais caiu 46,8% em outubro deste ano, na comparação com o mesmo mês do ano passado, segundo dados divulgados nesta sexta-feira (23) pelo Ministério do Trabalho. No mês passado, foram criados 66.988 postos de trabalho formais; em outubro de 2011, foram 126.143.

Os dados mostram que este foi o pior mês de outubro, em termos de criação de postos de trabalho com carteira assinada, desde 2008 – quando a abertura de empregos formais somou 61.401. A série histórica do Caged tem início em 1992. Também foi a primeira vez neste ano que a geração de empregos com carteira assinada ficou abaixo de 100 mil vagas abertas.

Acumulado do ano
No acumulado dos dez primeiros meses deste ano, ainda segundo dados oficiais, foram gerados 1,68 milhão de vagas com carteira assinada, o que representa uma queda de 24,6% frente ao mesmo período do ano passado (2,24 milhões de empregos formais criados).

Este é o pior resultado para o período desde 2009, quando foram criados 1,39 milhão empregos com carteira assinada.

Os números de criação de empregos formais do acumulado deste ano, e de igual período de 2011, foram ajustados para incluir as informações enviadas pelas empresas fora do prazo (até o mês de julho). Os dados de agosto ainda são considerados sem ajuste.

Crise financeira e medidas de estímulo
O fraco resultado na geração de empregos com carteira assinada acontece em um ano marcado pela crise financeira internacional, que tem prejudicado o crescimento de todas as economias ao redor do mundo.

No começo deste ano, a previsão do governo federal para a expansão da economia estava acima de 4%. Atualmente, já foi revisada para 2% de expansão. Para o mercado financeiro, o crescimento será menor ainda neste ano: de 1,52%.

Para recuperar o crescimento, a equipe econômica do governo anunciou, nos últimos meses, uma série de medidas, como a redução do IPI para a linha branca (geladeiras, fogões e máquinas de lavar) e para os automóveis.

Além disso, também reduziu o IOF para empréstimos tomados pelas pessoas físicas, deu prosseguimento às desonerações da folha de pagamentos, liberou cerca de R$ 100 bilhões em depósitos compulsórios para os bancos e vem reduzindo a taxa básica de juros desde agosto do ano passado. Atualmente, os juros estão em 7,25% ao ano – os menores da história.

Setores da economia
Segundo o Ministério do Trabalho, o comércio liderou a criação de empregos formais em outubro deste ano, com 49,5 mil postos abertos, ao mesmo tempo em que o setor de serviços apareceu na segunda colocação, com 32,7 mil vagas abertas. A indústria de transformação, por sua vez, criou 17,52 mil vagas formais.Por outro lado, vários setores demitiram no mês passado. Foram eles: indústria extrativa mineral, com 292 desligamentos, serviços de utilidade pública, com 597 vagas fechadas, construção civil, com o fechamento de 8,29 mil empregos, além da administração pública, com 3,5 mil empregos encerrados.

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